Através da classe empresarial, desde 1945, após a Segunda Guerra Mundial, as ações focadas no desenvolvimento do país vão além da simples geração de emprego e renda, mas também na integração social e na produtividade de seus empregados. Na época reunidos em Teresópolis-RJ, representantes do comércio e da indústria elaboraram um documento denominado em princípio de Carta Econômica e depois Carta da Paz Social, na qual ficou clara a necessidade de um plano de ação social urgente para o país.Foi a partir da reunião histórica de Teresópolis que mudaram significativamente o rumo das relações entre capital e trabalho, sendo que através das Confederações do Comércio e da Indústria, foram criados o SENAC E O SENAI (com foco na aprendizagem) e o SESC e o SESI (voltados ao social). As primeiras entidades do Sistema S desde a suas respectivas instituições tem dado bons exemplos.As entidades do Sistema S que hoje formam um conjunto de organizações das entidades corporativas, foram construindo ao longo de 70 anos seus caminhos, tornando-se referências no desenvolvimento nacional e local, através de investimentos de recursos financeiros que são originados da iniciativa privada, e que atualmente tem enquadramento no código Fundo de Previdência e Assistência Social (FPAS).Vale lembrar que em períodos distantes das sete décadas do Sistema S, outras siglas foram se formando, dentro de outros campos de atuações, (agricultura, transportes, micro, média e pequenas empresas, e cooperativa, nascendo o SEBRAE, na década de 70 e os demais: SENAR, SEST, SENAT, E SESCOO, após a Constituição Federal de 1988.Para se ter uma ideia da forte atuação do Sistema S, vou citar as duas entidades mantidas pelos empresários do Comércio: o SENAC, que já prestou ‘mais de 55 milhões de atendimentos, atuando em diferentes modalidades em centenas de ambientes educacionais de ponta e especializados, como as empresas pedagógicas e as unidades móveis, espalhados em mais de 3 mil municípios, em todos os estados do país e no Distrito Federal‘ e o SESC que atua em 2,2 mil municípios, em todas as regiões do país com atividades em unidades fixas e móveis que são referências em cultura, educação, saúde, lazer e assistência, promovendo cerca de 800 milhões de atendimentos por ano.Concentrando nossas forças no Brasil que dá certo, temos que cada vez mais apoiar os modelos das entidades que integram o Sistema S, aprendendo cada vez mais as suas boas lições. Hoje é difícil mensurar o quanto a sociedade brasileira teria perdido de benefícios, sem o Sistema S, nos mais diversos campos de suas respectivas atuações.Pedro Nadaf é presidente da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Mato Grosso – do Sesc/MT e do Senac/MT.
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