Por unanimidade, os membros presentes à Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado Federal aprovaram, no início da tarde de ontem (8/12) o relatório da senadora Marta Suplicy para o PLC 125/2015, conhecido como Crescer sem Medo. Os senadores aprovaram ainda o requerimento de urgência para que o projeto seja votado rapidamente no plenário da Casa, o que deve ocorrer até a semana que vem. Uma vez aprovado, segue para nova votação na Câmara dos Deputados devido às alterações feitas na matéria.Os novos limites e tabelas para enquadramento no sistema do Simples e a criação das Empresas Simples de Crédito (ESC) são os principais pontos do projeto de lei, que é considerado pelo presidente do Sebrae, Guilherme Afif Domingos, uma pauta de consenso entre os parlamentares.“Estamos dando a oportunidade de democratizar o acesso ao crédito. Queremos dar oportunidade de um choque de competição, de (o empreendedor) poder aplicar seu dinheiro diretamente na sua comunidade. Não pode emprestar para pessoa física, (a ESC) é uma forma de injetar recursos no sistema produtivo, sem intermediação”, explica Afif.Durante a reunião, alguns senadores questionaram possíveis perdas de arrecadação para os municípios e a viabilidade das ESC. A relatora e o senador José Pimentel (PT/CE) pontuaram suas argumentações destrinchando dúvidas e mostrando que o projeto não ameaça as finanças dos entes federativos, pois as micro e pequenas empresas concentram a oferta de empregos – e com mais formalização haverá mais pagamento de impostos. Marta confessou que também teve dúvidas sobre as ESC, mas que ao estudar melhor o tema percebeu que a iniciativa é louvável. “Os bancos não dão crédito às micro e pequenas empresas”, lembra a senadora.Pimentel reforçou a importância de criar alternativas e melhorias para a sobrevivência e progresso dos pequenos negócios. “Quem votar contra este projeto vai decretar a morte de 400 mil empresas, que excluídas do sistema do Simples não terão como sobreviver. Se a gente não enfrentar o novo, ele nunca virá”, afirmou.Em relação ao texto aprovado na Câmara, foram feitas algumas emendas e destaques, a principal delas referente ao prazo para refinanciamento de dívidas das micro e pequenas empresas: os atuais 60 meses, que tinham subido para 180 meses no texto da Câmara, foram reduzidos para 120 meses. Esse é o único ponto do projeto cuja previsão de vigência é imediata após a publicação da lei. Outro aspecto relevante do texto do Senado é a elevação do teto de faturamento anual do MEI para R$ 90 mil, que assim como as demais novidades do projeto, entraria em vigor em 2017.Principais pontos de inovação do Crescer sem Medo
Últimas publicações
Reforma Tributária entra na rotina das empresas e exige preparação desde já
Empresas devem iniciar desde já a preparação dos sistemas e processos internos para atender às novas exigências da CBS e do IBS
Reforma Tributária preocupa sistema do associativismo e acende alerta para micro e pequenas empresas
ACEAIA acompanha discussões da Reforma Tributária e alerta empresários sobre as mudanças que começam a impactar as empresas nos próximos anos.
Empresas de Mato Grosso passam a ter 24 horas para cancelar NF-e e CT-e
Novas regras da SEFAZ-MT entram em vigor nesta segunda-feira (13) e oferecem mais segurança e flexibilidade para empresários e transportadores.
Seu concorrente não roubou seus clientes. O consumidor mudou, e talvez sua empresa ainda não tenha percebido.
O consumidor está mais conectado, mais exigente e toma decisões em poucos minutos. Entender esse novo comportamento deixou de ser um diferencial e passou a ser uma necessidade para empresas que desejam crescer e permanecer competitivas.
ACEAIA lança o projeto ACEAIA Apoia para fortalecer empresas associadas e valorizar o comércio local
Nova iniciativa da Associação Comercial amplia a divulgação dos associados durante todo o ano e reforça o compromisso com o fortalecimento do comércio local, independentemente da participação em campanhas promocionais.
Valorizar o comércio local é investir no futuro da nossa cidade
Descubra por que comprar no comércio local fortalece a economia, gera empregos, movimenta empresas e contribui para o desenvolvimento de Alto Araguaia e Santa Rita do Araguaia.