Empresários de vários segmentos de Mato Grosso participaram nesta terça-feira (06.06), em Cuiabá, de uma palestra com o governador Pedro Taques sobre o momento econômico do Estado. O evento contou com o apoio da Facmat, da FCDL, da Fiemt, da Fecomércio, da Famato, da CDL e da Associação Comercial e Empresarial de Cuiabá (ACC). Secretários estaduais e os deputados Dilmar Dal Bosco e Oscar Bezerra, da Frente Parlamentar do Comércio, marcaram presença.Numa fala de aproximadamente 30 minutos o governador avaliou que Mato Grosso não está quebrado, mesmo com a forte crise, mas que passa, momentaneamente, por um problema de fluxo de caixa que será normalizado num futuro breve com as medidas de austeridade que vem sendo tomadas e com as de estímulo a economia local.Taques argumentou que está tentando uma agenda com os poderes, com os presidentes das principais associações, com os representantes dos servidores públicos e convidará todos que participaram da palestra para que seja feito um Pacto Por Mato Grosso. “Eu não vou resolver os problemas do Estado sozinho. A forma de administrar tem que ser ouvindo os segmentos, e é isso que estamos fazendo”, afirmou.O presidente da Facmat e da ACC, Jonas Alves, aprovou a iniciativa do governador de ouvir as entidades em prol da discussão do Estado. “É uma maneira de o governo socializar suas ações e mostrar o que está fazendo diante das dificuldades. Os empresários precisam de um norte para poder seguir nas suas decisões e futuros negócios. O governador tem que estar presente, estar junto da sociedade, assim como os seus secretários que também estavam presentes ouvindo os empresários”, completou.Aos empresários, o governador comparou o Estado com uma grande empresa, mas que precisa respeitar algumas peculiaridades. Destacou que com o orçamento de R$ 18 bilhões em 2017, a “maior empresa de Mato Grosso”, paga por mês, cerca de R$ 600 milhões em salário aos servidores. “Não posso atrasar o pagamento porque é uma alta quantia que circula pelo comércio e ajuda a manter nossa economia”, disse.Segundo Taques, para buscar um alívio no caixa, o Estado já prepara uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) para limitar os gastos à inflação oficial registrada no ano anterior. A medida deve valer por 10 anos. Como contrapartida à adoção da PEC, o Estado deixará de pagar, em um primeiro momento, as dívidas com a União e terá o saldo renegociado, como prevê a Lei Complementar 156/2016, que estabelece o Plano de Auxílio aos Estados e ao Distrito Federal e medidas de estímulo ao reequilíbrio fiscal.No encontro com os empresários, o governador lembrou ainda que pediu uma economia dos Poderes em 15% para o orçamento de 2017. No entanto, não conseguiu a aprovação da medida na Assembleia Legislativa. Caso a PEC seja aprovada, também valerá para os gastos dos outros Poderes.Do staff do Estado participaram do evento os secretários Max Russi (Setas), Ricardo Tomzcyk (Sedec), Gustavo Oliveira (Fazenda) e o secretário-adjunto de Turismo da Sedec, Luis Carlos Nigro.Também participaram do evento o presidente da CDL, Nelson Soares Junior; o presidente da CDL Rondonópolis, Neles Walter Ferreira de Farias; o presidente da FCDL, Ozair Bezerra; o presidente da Fiemt, Jandir Milan; o presidente da Fecomércio, Hermes Martins da Cunha; o secretário de Cultura de Cuiabá, Francisco Vuolo; a presidente do CRCMT, Silvia Mara Leite Cavalcante; o suplente de deputado estadual, Carlos Avalone; e o conselheiro tributário da OABMT, Carlos Roberto Montenegro, além de diversos representantes de associações e entidades ligadas à economia mato-grossense.Redação:Luciane MildenbergerAssessoria Facmat e ACC
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